Cientista brasileira dá aula na China sobre início do universo

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Divulgação/Larissa Santos/Cientista brasileira
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Larissa Santos começou sua jornada na ciência durante a graduação em Física na Universidade de Brasília (UnB). Mas o desejo de estudar o universo teve origem ainda na infância, quando lia revistas de divulgação científica e assistia filmes sobre grandes físicos. “Eu me interesso por ciência desde que me entendo por gente. Eu lia revistas especializadas e queria saber tudo sobre o Stephen Hawking”, conta.

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Determinada a seguir uma carreira acadêmica, apesar de todos os desafios da área no Brasil, a astrofísica foi cursar o mestrado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, período em que iniciou sua pesquisa em radiação cósmica de fundo, no campo da cosmologia observacional — ciência que investiga a origem e organização do universo. “Por meio da medição da radiação cósmica de fundo conseguimos entender coisas que aconteceram no universo primordial”, explica Larissa.

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A cientista saiu do Brasil após finalizar seu projeto de mestrado: “Depois, eu fui fazer meu doutorado e pós-doutorado na Universidade de Roma, na Itália, onde recebi um convite para ir trabalhar em um segundo pós-doutorado na Universidade de Ciência e Tecnologia da China.”

Quando completou quatro anos como pesquisadora na instituição, a brasileira foi convidada para ser professora efetiva no Centro de Gravitação e Cosmologia da Universidade de Yangzhou, na China. “No começo foi difícil, existe uma diferença cultural muito grande e eu tinha muita dificuldade com a língua. Hoje em dia eu estou bem adaptada, principalmente porque a China valoriza muito a ciência, tecnologia e inovação”, diz sobre a experiência no país.

Ismael Colosi em atendimento em um dos Mutirões do Emprego.

Mesmo como única ocidental no departamento, Larissa afirma que a universidade onde leciona valoriza seu trabalho. “A China é um caso à parte quando o assunto é ciência. O investimento é muito alto. Um exemplo disso é que há alguns anos, eu saí da China para participar de um congresso em Gramado, no Rio Grande do Sul, com tudo financiado. Enquanto isso, alguns colegas da USP, que estavam em São Paulo, não puderam ir por falta de verba.”

Além da sala de aula

Nas redes sociais, Larissa Santos é conhecida como Bariogênese — termo da cosmologia. No Instagram e YouTube, ela acumula mais de 48 mil seguidores e milhares de visualizações em vídeos onde explica conceitos da astrofísica.

“A ciência não é feita apenas de ‘Newtons’, ‘Einsteins’ e Marie Curies’. A ciência precisa de muitas pessoas fazendo pequenas contribuições. É como um edifício construído por inúmeros ‘tijolinhos’. Precisamos desmistificar essa ideia de gênio solitário e o preconceito com as redes sociais”, reflete.

A necessidade de divulgação científica qualificada durante a pandemia foi o “empurrãozinho” que faltava para que a “@Bariogênese” nascesse. “Passou da hora das pessoas saírem para conversar. O cientista precisa conversar com a população. Inclusive, eu tenho aprendido muito com as redes sociais e com os meus seguidores. Me fez sair da bolha.”





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